Durante três dias, as 107 famílias que foram notificadas pela 2ª Promotoria de Justiça de Parnamirim estão participando de atividades lúdicas e rodas de debates, sobre o combate à violência contra criança e o adolescente. A iniciativa faz parte da programação de incentivo à prevenção da violência no município e é realizado pelo Ministério Público em parceria com a Prefeitura, através das Secretarias Municipais de Saúde, Educação, Assistência Social e Fundação Parnamirim de Cultura.
A promotora Isabelita Garcia explicou que o serviço social da Secretaria de Educação identificou crianças e adolescentes em situação de risco, a partir da avaliação comportamental na escola. Assim foram definidas as reuniões na escola municipal Rubens Lemos, no Parque Industrial; no centro infantil Mãe Sinhá, em Bela Parnamirim; e na nova sede da escola Osmundo Faria, em Passagem de Areia. “De terça a hoje a tarde, estamos participando de encontros para orientar as famílias sobre como solucionar conflitos familiares com base em parâmetros como respeito e dignidade, sempre com o objetivo de evitar a violência”, observou.
Durante os encontros, as mães revelam dificuldades como o estabelecimento de limites e controle, especialmente, dos jovens, e a falta de apoio do pai das crianças e adolescentes na criação e educação dos filhos. As rodas de debate estão sendo dirigidas pela psicóloga do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), Jaqueline Leite. “Estamos mostrando a importância do autocontrole, de evitar a prática da violência a partir de coisas que, aparentemente, são inofensivas, como uma chinelada. È preciso controlar a raiva e os pais têm que ter a consciência de que o potencial físico de um adulto é muito maior que o da criança”, disse.
Jaqueline Leite explicou às mães que os filhos têm os pais como referência e por isso dar o exemplo é fundamental. “Encontrar momentos de lazer, mesmo dentro do cotidiano atribulado, estabelecer o diálogo e, quando não souber mais o que fazer, buscar ajuda nos serviços públicos disponíveis são formas de prevenir, reduzir e evitar a violência e sua conseqüente disseminação”, afirmou.
Outro objetivo dos encontros é o estímulo à observação e denúncia de casos de violência contra crianças e jovens na comunidade nas quais estão inseridos. “Este é um momento de reflexão, as mães estão apresentando as dificuldades com as quais convivem e estamos mostrando que é possível estabelecer limites, educar, sem violência. É antes de tudo, um trabalho preventivo”, enfatizou a promotora Isabelita Garcia.
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